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"Eu não me conheço. E tenho medo de me conhecer. Tenho medo de me esforçar para ver o que há dentro de mim e acabar surpreendendo uma porção de coisas feias, sujas."
[Caio Fernando Abreu]



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01. Caio F. Abreu


02. Clarice Lispector


03. Virginia Woolf


04. Fiodor Dostoiewski


05. Charles Bukowski


06. William Burroughs





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01. Morangos Mofados

[Caio Fernando Abreu]


02. A Via Crucis do Corpo [Clarice Lispector]


03. Solo Sagrado [Barbara Wood]


04. Enterrada Viva [Myra Friedman]


05. Teoria feminista e as filosofias do homem [Andrea Nye]



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01. Garota: Interrompida


02. Itty Bitty Titty Committee


03. Encontros e Desencontros


04. Ghost World - Aprendendo a Viver





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01. Janis Joplin


02.Pink


03. The Organ


04. Juliette and the Licks


05 . The Distillers


06. Tegan and Sara


07. Piaf












[Thursday, June 26, 2008]

Então... Hoje fui pegar a prova do Assis Brasil [fofo³], entrei na sala de aula brincando com ele e uma colega por estar abraçada em uma sacola de papel ao entrar na aula... E ouvir a seguinte pergunta feira por ela: "É um cachorrinho??" hahaha Juro que pensei que ela estava brincando! Mas não... Enfim, o Assis Brasil [fofo³] devolveu as provas, e.. E eu quase morro ao ver que tinha tirado 10,0 no meu conto! Mas é um 10,0 dado pelo Assis Brasil [fofo³]!!
[Sim, eu babo nele, ele é super fofo e apertável!]

Antes de postar o conto... HOJE É DIA 27.06!!!! *Sorriso* [24!! É baitooooooola!]
Tá, me controlei... E quero deixar um beijo pra Marta, apesar de ela ter dito que não vai ir na NEO este sábado... hahaha. Brincadeira. É só pra dizer que te adoro, e que passei um tempão viajando na frase do Hemingway que está no teu msn. E que estou com saudades!
E amanhã tem... ZÉLIA DUNCAN E SIMONE! [obrigada Libélula minha!]

E depois... =]
...
Aí está o conto...

O Que Restava.

Abre os olhos novamente, como se esperasse que a noite estivesse á fora outra vez. O clarão da manhã ensolarada entrava pelas percianas acinzentadas pela poeira que nunca havia sido limpa, criando pontos luminosos na parede oposta, na cama e em seu rosto. Como se dexenas de atiradores de elite estivessem em frente ao hotel barato, escondidos em meio ao caos do centro da cidade, à sua espera. Levantou, esfregando os olhos para afastar o pensamento, fechou as cortinas antigas, pesadas, aquele verde sufocante, sombrio. Cor de fruta podre, pensou. Sentou-se na cama e abraçou o travesseiro que descansava ao lado do seu. Até mesmo seu cheiro já me abandonou, disse com a voz de quem acorda, rouca, entrecortada. Sentiu o terrível vazio no peito crescer, apertando os músculos cardíacos.
Nada mais me resta, falou para si, nada mais. E não restava mesmo, nada além do retrato amassado, dobrado e carcomido que guardava na carteira, já todo marcado pelas lágrimas que, em vão, tentava conter, mas teimavam em cair. Abriu a carteira, pegou o retrato e o encarou por algum tempo, e então chorou novamente. Era impossível segurar a emoção, sempre haveria espaço para mais uma lágrima naquele retrato. Guardou-o novamente. Trocou a bermuda de pijama pelas calças sujas, jogadas no chão e continuou com a regata branca que usara para dormir. Foi ao banheiro e parou em frente ao espelho. Passou alguns minutos tentando descubrir quem olhava de volta. Notou as marcas no rosto, o preto ao redor dos olhos, aquelas olheiras mais pareciam buracos negros. Lembrou-se, então, que já não dormia mais. Percebeu a palidez da pele, já quase roxa, e lembrou-se que evitava qualquer contato com a luz. Solar ou qualquer outra. Viu que a pessoa no espelho estava muito, muito magra, parecia beirar a inanição. Parou e lembrou não comer nada desde o início da semana, cinco dias atrás. Tocou o espelho e a figura refletida repetiu o gesto no mesmo instante. Realmente sou eu. Até então não sabia que estava tão mal. Culpa de sua audência, minha culpa, lamentava. Havia apenas aquele retrato, que aos pouscos se desfazia, como seu próprio. Foi até a cozinha, mass não sentia fome. Melhor assim, pois existia nada que não estivesse putrefato, além das últimas latas de cerveja. Não queria mais beber. Fechou a porta fria da geladeira, olhou ao redor, e, não enxergando nada que pudesse dar ajuda em algum aspecto daquela manhã, no mínimo, estranha, achou melhor voltar ao quarto. Puxou novamente o retrato da carteira, as lágrimas cada vez mais escassas voltavam a cair lentamente. Era preciso livrar-se do retrato. De tudo isso que fazia cerco. Do álcool, do lugar, da sujeira, da escuridão, do fim que parecia aproximar-se depressa. De repente um calor estranho vindo do estômago e um sentimento de pura raiva tomaram conta de seu corpo, e sem conseguir controlar a cólera, gritou: VÁ PRO INFERNO! E fez do retrato o que pareciam confetes de carnaval. Enlouquecendo, atirou-os para o alto, girando ao redor de seu próprio eixo. Ao cair dos pedaços do retrato, ouviu-se um barulho seco: seu seu corpo inerte batendo no chão no mesmo instante.

----------------
Now playing: Vitor Ramil - Só Você Manda Em Você

.: Post por Audrey
11:31 PM

[Monday, June 16, 2008]

És a luz da lua adentrando as janelas ao cair da escuridão
És o calor solar aquecendo o dia que começa
És o poema sentimental que chega pronto à ponta da caneta
És canção que alegra os ouvidos em meio ao caos sonoro da cidade
És colírio que revive os olhos já cansados
És abrigo para o corpo cansadono fim do dia
És medicação para o mal-estar, qualquer que seja
És recreação após o turno de aborrecimentos da rotina
És a companhia necessária de todos os dias
És a essência da vida que corre em mim
Éo sorriso, o brilho nos olhos, o suspiro mais profundo
És a exclamação de felicidade, o abraço, o beijo roubado
És o cantar dos pássaros, o perfume das flores, a beleza do céu
És o cheiro da chuva, o barulho dos ventos, o cair das folhas de outono
É o que vem em um bloco de pensamentos ao calar-me e morder os lábios
É tudo que significam as reticências que parecem uma resposta vazia...
****

Produto da aula de Introdução à Ciência da Linguagem...
Mesmo assim, prestei atenção na aula hahaha
Mas não estava muito presente...


Now playing: Vitor Ramil - Longe de você


.: Post por Audrey
8:50 PM

[Wednesday, June 11, 2008]

Gosto do teu olhar
do jeito que tentas disfarçar algo nesse olhar
do jeito que ao mesmo tempo desejas transparecer tudo.
Gosto da tua boca
de seu movimentar ao falar-me algo ao pé do ouvido
de como me devora num beijo selvagem e delicioso

Gosto do teu corpo
de como fala dançando, deixando-me hipnotizada
de como me envolve com braços, tronco, pescoço
Gosto do teu cabelo
de como parece fogo aceso pelas faíscas que emanas
de como emaranham-se ao redor de minhas mãos

Gosto dos teus escritos
de como dizem tanto em tão pouco
de como me atordoam, enebriam, com tanta eficiência
Gosto do teu conversar
de como falas sobre tudo e entendes tudo
de como abranges meus pensamentos nos teus

Gosto do que escondes, gosto do que mostras
do que vejo em ti sem esforço algum
do que não vejo e me contas
Gosto do teu jeitinho ambíguo
de como és mulher madura e decidida
de como és garota moleca e curiosa

Gosto de quem és
E gosto de quem sou em ti.
********

Ou mais...

"Vem ser meu canto, meu verso, meu soneto
Vem ser poema no árido deserto
Serei oásis, silêncio, festejo
Serei sertão nas horas de aconchego..."

Noite de Estrelas
Bê.
E agora vou dormir com um sorriso estampado...
E o Blog já tem um nome definitivo...
=]


Now playing: Maria Bethânia - Juntar o Que Sentir

.: Post por Audrey
2:07 AM

[Monday, June 9, 2008]



Um ponto. Isso era ela. Mas não um ponto final, estava muito longe de seu fim. Menos ainda um ponto de exclamação - era tímida demais. Um ponto de interrogação, sim, esse era ela. Ou essa. Não faz diferença, ela também nunca foi muito preocupada em descobrir. Ele, ela, tanto faz. O que importava é que era uma pessoa. Ou apenas o ponto. Assim será chamada, O Ponto - aquele de interrogação, claro.
O Ponto vivia. No melhor sentido de viver. Sentia tudo: alegria, desejo, tristeza. Melancolia, saudade, vontade, amor. As vezes tudo, e ao mesmo tempo, as vezes, nada. Mas nunca deixava de sentir o que era: exatamente aquilo que não sabia.
De que gostava? Gostava de tanta coisa. De quem gostava? Gostava de tanta gente. O que fazia? Fazia de tudo um pouco. Afinal quem era? Era ele, O Ponto - aquele de interrogação. Ou ela. Tanto faz.


Now playing: The Moldy Peaches - Anyone Else But You

.: Post por Audrey
3:19 AM

[Sunday, June 8, 2008]

One day i was in an office job
the next day i was doing what i didnt know i loved
it happened so quickly
but it seems to work for me
one day i was so depressed
i didnt know where my life would take me next
i close my eyes and just let my gut guide me
i just let it guide me

.: Post por Audrey
1:33 PM