Um ponto. Isso era ela. Mas não um ponto final, estava muito longe de seu fim. Menos ainda um ponto de exclamação - era tímida demais. Um ponto de interrogação, sim, esse era ela. Ou essa. Não faz diferença, ela também nunca foi muito preocupada em descobrir. Ele, ela, tanto faz. O que importava é que era uma pessoa. Ou apenas o ponto. Assim será chamada, O Ponto - aquele de interrogação, claro.
O Ponto vivia. No melhor sentido de viver. Sentia tudo: alegria, desejo, tristeza. Melancolia, saudade, vontade, amor. As vezes tudo, e ao mesmo tempo, as vezes, nada. Mas nunca deixava de sentir o que era: exatamente aquilo que não sabia.
De que gostava? Gostava de tanta coisa. De quem gostava? Gostava de tanta gente. O que fazia? Fazia de tudo um pouco. Afinal quem era? Era ele, O Ponto - aquele de interrogação. Ou ela. Tanto faz.
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